Minha Querida,
Senti o chamar das águas e vim até à foz da saudade.
Está um belo dia de Inverno. Pleno em temperaturas delicadas e em suaves brisas que nos trazem os afagos dos sonhos.
É como tal que sou fluência cósmica, ondulando entre auras harmoniosas e envolto em abraços de luz solar.
Fecho os olhos e entrego-me à meditação do divino.
A entidade universal chama-me. Quer comungar comigo!
Como senhor do tempo, não me é difícil evocar as eras, e recordo o indizível que somos.
Todos somos parte nos átomos do nós, do MULTI-VERSO.
É-me lembrado algo que já lhe disse: “O português é a expressão litúrgica do cosmos”.
É assim que sei que o amor que nos une ao Verbo é crescente. E que também está ao alcance de qualquer pessoa.
Por isso escrevo.
Não apenas para permitir a pronunciação da melodia distinta que é a nossa língua, como também para contribuir para a expansão deste amor.
É pela expressão do verbo que revivemos o Verbo original.
Percebe agora porque é o mar que liga os mundos?
Percebe agora o significado destas cartas?
“O princípio criador do Todo é a desigualdade.
Eis porque nenhuma vida é igual! Eis porque qualquer uma é especial!”
Percebe porque insisto nesta verdade?
“e o amor é o elo vital que nos une no respeito por outras vidas.
e o amor que temos por algumas é superior.”
Escrevi isto nos Diálogos. Em breve também serão intermitências da consciência.
Aguarde, por favor.
Um beijo terno, doce alma
V.



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Pedra Filosofal
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