Minha Querida,
Não sei que lhe dizer. Não pelo motivo aparente, mas por já o pressentir.
Sim, já o sabia. Só não distinguia a origem. Se a mente, se o coração.
Independentemente, não deixo de me banhar as águas desconsoladas.
“Nada é igual ao inicio. Tudo evolui!”. Recorda-se destas palavras?
Toda a Vida se renova! Toda a Alma se transfigura!
O que vier, será bem recebido, pois toda a existência é uma dádiva de desígnios maiores que nós. E os descansos são necessários, pois até a essência reflecte para se purificar.
Pode não regressar ao mesmo tempo humano, mas continuará a ser no tempo do divino. Afinal, todos somos fragmentos presentes no tempo maior.
É precisamente neste sentir que a minha esperança se reanima. E de todos os tipos de memória que existem, a sua, em mim, será sempre viva e livre no universo do meu coração.
Assim, tenho esta certeza. Jamais permanecerá no jardim do esquecimento.
Eis uma das colunas do meu âmago:
É o tempo que nos une.
E o reencontro dar-se-á na Luz da Criação, em comunhão com o Divino.
Por isso, afirmo-lhe que continuarei a escrever em frente ao mar, cuja essência, enleva o espírito ao cósmico. É nas lágrimas dessa água, as translúcidas gotas de sangue do universo, que as minhas cartas seguirão.
E nunca se esqueça que é nos reencontros que mais vibro.
Um beijo terno, doce alma.
V.



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Pedra Filosofal
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