Cartas frente ao Mar (VI)

Minha Querida,

Porque não somos alheios, nem devemos ser distantes, ao todo que nos rodeia, não deixo de perceber várias influências no seu expressar. Externas. E algumas bastante indirectas!
Num Ser de tamanha sensibilidade, não é de admirar. Nem é de espantar que a sua dimensão se amplie.

Portanto, sinto que estou perante um daqueles momentos em que só devo ouvir. E é certo que outros iguais virão.

Assim, é de livre vontade que me remeto ao silêncio. É nele que acolho os seus sentires – independentemente da natureza – tristes, inseguros, esperançosos. É nele que os reconforto. É nele que me transfiguro em melodia.

Como tal, aceite estas breves pautas de verbos silenciosos. Ambos já lá somos!

Apenas uma nota final.
Não pense que me será difícil imaginar “um feminino sem eu”. Antes pelo contrário. É-me perfeitamente natural.

Não há eu. Há nós! O eu é, quando muito, a totalidade dos átomos do Universo. A dimensão dessa entidade é de tal ordem que dificilmente é percebível. E como é algo que escapa à escala da compreensão humana, igualmente não é perceptível. No entanto, é. Existe!

Volto a referir o seguinte: o Universo são átomos e não um átomo.
“Nós” é o termo adequado porque a essência é plural.
Para mim – e sabe que a designo como tal – o nome dessa entidade é: MULTI-VERSO.

Um beijo terno, doce alma.

Até breve,

V.

0 Respostas to “Cartas frente ao Mar (VI)”



  1. No Comments Yet

Deixe uma Resposta




Conteúdo registado

logo-spajpeg1

Pertença

Os textos e poemas publicados neste blog são parte nos seguintes livros: Interioridades da Luz; Cartas frente ao Mar; Comentários na face da Noite.

Marcas

Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set   Nov »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Prémios

Atribuído por: Novidades & Velharias e Palavras Soltas oferta-pedra-filosofal Atribuído por: Pedra Filosofal selo-blog-dorado1 Atribuído por: Serenidade

Topázios

free counters