Minha Querida,
Porque não somos alheios, nem devemos ser distantes, ao todo que nos rodeia, não deixo de perceber várias influências no seu expressar. Externas. E algumas bastante indirectas!
Num Ser de tamanha sensibilidade, não é de admirar. Nem é de espantar que a sua dimensão se amplie.
Portanto, sinto que estou perante um daqueles momentos em que só devo ouvir. E é certo que outros iguais virão.
Assim, é de livre vontade que me remeto ao silêncio. É nele que acolho os seus sentires – independentemente da natureza – tristes, inseguros, esperançosos. É nele que os reconforto. É nele que me transfiguro em melodia.
Como tal, aceite estas breves pautas de verbos silenciosos. Ambos já lá somos!
Apenas uma nota final.
Não pense que me será difícil imaginar “um feminino sem eu”. Antes pelo contrário. É-me perfeitamente natural.
Não há eu. Há nós! O eu é, quando muito, a totalidade dos átomos do Universo. A dimensão dessa entidade é de tal ordem que dificilmente é percebível. E como é algo que escapa à escala da compreensão humana, igualmente não é perceptível. No entanto, é. Existe!
Volto a referir o seguinte: o Universo são átomos e não um átomo.
“Nós” é o termo adequado porque a essência é plural.
Para mim – e sabe que a designo como tal – o nome dessa entidade é: MULTI-VERSO.
Um beijo terno, doce alma.
Até breve,
V.



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