Arquivo de Setembro 24th, 2008

Cartas frente ao Mar (IV)

Minha Querida,

Talvez não consiga evitar alguma tristeza por tristezas que involuntariamente lhe tenha provocado. Talvez?

Apesar de nos sabermos no Uno da alma, todo o nosso percurso experimentou distancias. E outras acontecerão. Provavelmente assim é que deve ser. Para sentirmos ainda mais todos os instantes em que nos reencontramos. De cada vez que tal sucede, formamos diferentes tons de luz.

Os sinais das sombras e das fontes também são trilho para a iluminação. Eu sei disso. Mas apesar desta consciência, apesar de saber que sempre nos iremos reencontrar, a verdade é que sinto a sua falta cada vez que nova evolução ocorre.

Mas toda a renovação é necessária para completarmos a totalidade do espectro de luz. Creio que será precisamente assim que renasceremos na Luz antes da luz.
Nós não seremos unidade na diversidade, mas sim o ser da unidade ou, se preferir, o um da unidade. E é a partir daqui que jorra a diversidade!

Quanto a mim, não me parece que a mesma seja uma obsessão. Julgo que será o destino. O passo no sentido do equilíbrio entre tudo o que há e não há no MULTI-VERSO imemorial.

Fala-me do futuro já passado? Também lá fui. Aceito-o! Mas procuro considerar o presente.
Quantas projecções passadas não fazem o futuro?
Ambos os extremos, passado e futuro, são necessários para a visualização do contínuo, mas é no presente que nos encontramos, que nos fazemos, que nos sentimos. Infinitamente! Não concorda?

Pergunta-me o que são as saudades?
As saudades são as intermitências da consciência. São a voz do coração nos invólucros da alma.
E manifestam-se nos diamantes do tempo.
Por isso, as lágrimas são cometas no universo. Não há fogo de luz mais genuíno.

Ainda bem que temos saudades.

Apesar de toda a minha estrutura lógica, cedo aprendi que há coisas que não se explicam. Sentem-se!
Assim, deixo-me ir na fluência das águas. Tenho a esperança que elas me devolvam à felicidade. Outra e outra vez! Tal como continuamente o fizeram.
Às águas entrego-me. Poderia dizer que lhes entregava a minha plenitude. Mas isso, só uno consigo.

Será na intensa densidade desse tempo que encontraremos as águas azuis da Luz!

um Beijo terno, doce alma.

Até breve

V.


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Os textos e poemas publicados neste blog são parte nos seguintes livros: Interioridades da Luz; Cartas frente ao Mar; Comentários na face da Noite.

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